O Retorno do Tour à Nova Zelândia: Tudo sobre o Corona Cero New Zealand Pro em Raglan
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O Retorno do Tour à Nova Zelândia: Tudo sobre o Corona Cero New Zealand Pro em Raglan

Publicado em 13/05/2026, 00:52

Após uma longa ausência do calendário de elite da World Surf League, a Nova Zelândia retoma seu lugar de direito. O Corona Cero New Zealand Pro não é apenas mais uma parada; é um retorno às raízes do surfe em um dos cenários mais místicos do planeta: Manu Bay, em Raglan.

🌊 A Anatomia da Onda: Por que Manu Bay é lendária?

Manu Bay não é apenas uma "esquerda". É um point break de pedras vulcânicas localizado na costa oeste da Ilha Norte que oferece uma das paredes mais extensas do mundo.

  • Conexão de Seções: Em dias clássicos, as ondas podem conectar três seções distintas, permitindo que um surfista percorra centenas de metros em uma única onda.
  • Sensibilidade ao Vento: A região é conhecida por ventos voláteis. A organização terá um desafio logístico para aproveitar os ventos terrais que tornam a parede da onda lisa como vidro.
  • Janela do Evento: De 15 a 25 de maio de 2026. Prepare o café: as chamadas costumam ser na madrugada do Brasil!

🇧🇷 Brazilian Storm: A Vantagem Estratégica dos "Goofys"

Historicamente, o Tour é criticado pelo excesso de direitas (Bells, Snapper, Margaret River). A escolha de Raglan equilibra o jogo, mas favorece um grupo específico: os Goofy Foots (pé direito na frente).

Para surfistas como Gabriel Medina, Italo Ferreira e Yago Dora, Raglan é o paraíso. Eles estarão de frente para a onda, o que facilita o uso da borda e manobras aéreas projetadas.

O fator Luana Silva: Nossa líder do ranking feminino, Luana Silva, chega com a lycra amarela após uma performance histórica na Austrália. Raglan será o teste definitivo para sua consistência em ondas de alta performance.

💡 Curiosidades e Bastidores que você precisa saber

Para além das manobras, esta etapa carrega histórias fascinantes:

  1. Cinema e Surfe: Manu Bay foi apresentada ao mundo no icônico filme The Endless Summer (1966). Foi lá que o mundo viu, pela primeira vez, o potencial infinito das esquerdas neozelandesas.
  2. Cultura Maori e o Powhiri: O evento é profundamente conectado às tradições locais. A cerimônia de abertura (Powhiri) é um ritual de boas-vindas dos Tangata Whenua (povo da terra), reforçando o respeito espiritual pelo oceano.
  3. Logística "Eco-Friendly": Raglan é uma vila pequena e preservada. Para evitar o caos no trânsito, a WSL implementou um sistema de shuttles obrigatórios. Não há acesso de carros particulares à praia durante o evento, focando na sustentabilidade.
  4. Investimento Governamental: O governo da Nova Zelândia investiu cerca de 3 a 4 milhões de dólares para trazer o Tour de volta, visando impulsionar o turismo de aventura e o surfe local.

🏆 Favoritos ao Pódio

  • Gabriel Medina: O mestre das esquerdas longas. Sua leitura de onda em Raglan deve ser impecável.
  • Yago Dora: Como atual campeão mundial (2025), Yago tem o estilo mais plástico para as paredes extensas de Manu Bay.
  • Molly Picklum(regular) e Caroline Marks(goofy): No feminino, são as maiores ameaças à liderança de Luana Silva, devido ao poder de backhand e experiência em ondas pesadas.